
Através de cenas muito bem elaboradas, o filme mostra como as pessoas que viviam naquela região tinham seu direito de liberdade de pensamento rechaçado e esquecido; bem como a forma impecável que agiam os agentes da Stasi (polícia secreta da Alemanha Oriental), diante de suas intuições de “conspiração contra o Poder”, interceptando qualquer tipo de suspeita. Donnersmarck ainda nos oferece dados verídicos, ao longo do filme, sobre indivíduos que realmente descobriram, após a queda do muro de Berlim em 1989, que pessoas próximas a elas (maridos, irmãos, vizinhos) eram espiãs da Stasi, sob o intuito de não perder o cargo de emprego ou a vaga na Universidade.

Por fim, conservando alguns trechos da Sinfonia Apassionata, de Beethoven, a preferida de Lênin, “A vida dos Outros” leva o espectador a refletir acerca de seus antepassados (nem tão distantes assim) e a estacionar olhos e quadril em cima de uma poltrona, por cerca de 137 minutos, em busca de pura adrenalina.
Sara Albuquerque.
Para interesses visuais, o “Youtube” oferece o trailer do filme.
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